quarta-feira, 8 de abril de 2015

Soul Gambler Review


Soul Gambler é mais um daqueles jogos que que surgiram do financiamento coletivo, o que significa que mesmo antes de o projeto ganhar forma, ele ganhou fãs. O projeto foi apresentado no Kickstarter em Dezembro de 2012 pela MGaia e foi lançado em 30 de Julho de 2013, trazendo uma trama envolvente que faz querer jogar cada vez mais.

Entertanto, Soul Gambler não é exatamente um jogo, é uma HQ interativa que possui aspectos de RPG. Pouco após ser apresentado o personagem é necessário distribuir os pontos de atributo iniciais, não há bons indicativos de como distribuir  bem  esses pontos, o que faz com que o jogador tenha de chutar com cuidado os atributos do personagem, pois isso influencia diretamente no decorrer da trama, ainda assim é possível fazer um bom final mesmo distribuindo os pontos de maneira irregular, de qualquer modo segue minha dica, use dois pontos em cada um dos atributos que achar mais importantes.

O Enredo se desenrola em quatro partes sendo um prefácio e três capítulos. No prefácio vemos como o protagonista Fausto passa de um contador a um Soul Gambler (apostador de alma, em tradução livre), aqui já é possível fazer escolhas que influenciarão na sua campanha. Na história do jogo algumas pessoas são capazes de usar sua alma como moeda de troca para conseguir realizar desejos, mas as suas escolhas são aquelas que vão mudar o mundo, por esse motivo, mesmo havendo muitas possibilidades de escolha você se tornará um apostador, mas depois disso você decide se coloca sua alma em jogo, e toma o controle do seu caminho, a tendência então é que o personagem reflita a sua personalidade.

Outro ponto bem trabalhado é a trilha sonora. As músicas , apesar de não serem memoráveis, são aplicadas com um sensível cuidado, isso amplia, e muito, a imersão na história, cada ambiente, cada fala, cada narrativa fica mais envolvente graças ao competente uso dos temas musicais de que o jogo dispõe, esses que são disponibilizados no momento da compra do jogo, junto com um Artbook.

Falando em arte, os gráficos do jogo são exatamente aquilo que se espera de uma HQ interativa, imagens totalmente desenhadas a mão que dão a impressão de ler um gibi.  A diferença fica com os ícones de atributos e o botão de menu na parte inferior da tela, de resto tudo está lá, balões flutuantes de narração, balões de fala, de pensamento e ambientes magnificamente desenhados e, apesar de serem poucos em quantidade, a qualidade das locações são inquestionáveis, desde a composição de elementos até a escolha das cores, os cenários abrigam a história de uma maneira muito harmoniosa.

 Em resumo o jogo é extremamente competente e conta uma história muito envolvente. Pode até não parecer muito atraente à primeira vista, mas dificilmente quem der uma chance vai se arrepender, sem contar que o jogo é muito barato no SplitPlay, então há excelentes motivos para experimentar.

E quem quiser pode conferir uma gameplay que fiz da minha campanha, mas como o vídeo vai do começo ao fim do jogo então quem não gosta de Spoilers precisa manter distância do vídeo abaixo.

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