sexta-feira, 24 de outubro de 2014

BGS 2014


 Entre os dias 8 e 12 de Outubro ocorreu a Brasil Game Show de 2014, feira essa que vem crescendo a cada ano, e que dessa vez ocupou os cinco pavilhões do Expo Center Norte. Cada vez mais gamers visitam a BGS para ver os lançamentos, confira um pouco da experiência da feira desse ano.
A primeira mudança visível foi a organização da fila. A cada ano fila da BGS tem passado por alterações que visam diminuir o impacto da espera da abertura da feira. Na edição de 2012 a fila era organizada do lado externo do expo center norte, com o auxílio da equipe de organização, que também fiscalizava os furões, no entanto pela grande extensão da fila ficava impossível impedir essas entradas indevidas. Em 2013 houveram duas tentativas de organização, uma no estacionamento, fazendo uma espécie de caracol, o que facilitou um pouco o trabalho de fiscalização, mas ainda deixava as pessoas a mercê do sol e da chuva, e uma num local fechado mas que por ter um espaço reduzido acomodou apenas algumas centenas de pessoas, enquanto as demais continuavam a aguardar a céu aberto. Mas esse ano um dos pavilhões foi organizado em diversas filas e teve sua entrada controlada, absolutamente todos os visitantes puderam aguardar a abertura de portões perto da entrada e em espaço coberto onde era praticamente impossível ter a fila furada por um espertinho, e com o acesso controlado de visitantes não havia confusão no momento da entrada, por isso, mesmo quando longa, a espera deixou de ser cansativa.

Próximo a entrada se encontravam alguns dos principais estandes da feira fazendo muito barulho. O estande da Ubisoft trouxe dois de seus maiores destaques, o jogo Far Cry 4 e o Just Dance 2015, o novo Shooter da empresa foi muitíssimo bem apresentado, com um excelente estande que trazia um dos veículos do jogo, um belíssimo murale, obviamente o jogo para o pessoal testar.


 Mas o espaço que mais acumulou visitantes foi mesmo o do novo Just Dance, que segue a mesma fórmula do ano anterior, com um palco onde as pessoas disputavam na base da dança uma camiseta do jogo, além de contar com algumas apresentações de dançarinos vestidos a caráter após uma pequena série de disputas, isso sem contar a pista de dança na frente do palco, um espaço onde o pessoal mais animado podia dançar descompromissadamente, as músicas que rolavam no palco.

Já o estande da Warner lado trouxe o aguardado Mortal Kombat X e a ilustre presença de seu criador, Ed Boon. O jogo em si trouxe de volta um elemento que já havia surgido na saga, os múltiplos estilos de luta dos personagens, a ideia por trás disso é dificultar a previsibilidade das batalhas, acabando com a velha estratégia de escolher um personagem que apresenta vantagem sobre outro.




Outro estande que se destacou foi o da escola de artes Red Zero. O pessoal aqui montou um belo palco onde, além de permitir ao pessoal jogar o Just Dance 2014, ainda contava com algumas presenças ilustres como a de Chance Glasco, um dos criadores da série Call Of Duty, além de promover sorteios de Playstation 4, conseguindo assim se destacar como um dos principais expositores.

Uma das novidades foi o Pavilhão Indie, que reuniu alguns desenvolvedores independentes para mostrar os seus jogos. Infelizmente esse espaço não parece ter atraído muito a atenção do público, uma vez que, mesmo chamando alguma atenção a todo tempo, o local se mostrou um tanto vazio, sem contar que por algum motivo o pavilhão era ocupado também por alguns estandes como o de editoras e estações de rádio.

Por outro lado, a qualidade dos jogos mostrados nesse espaço era excelente. Alguns jogos que já tem algum destaque no cenário gamer estavam presentes, como por exemplo o BroForce e o HotLine Miami, da Devolver Digital. Alguns outros estúdios estavam presentes trazendo jogos belíssimos como o Toren da SowrdTales, além de títulos desenvolvidos por estúdios como a Reload Studios e a Garage 277 Studios. No geral, apesar de ser bem interessante ainda há pontos a melhorar nesse espaço, mas a sua existência por si só é um excelente sinal de respeito pelos desenvolvedores independentes. 


Outro espaço interessante foi o Evolução do Vídeo Game, que foi organizado com parte da coleção do Marcelo Tavares, um dos maiores colecionadores de vídeo games do Brasil e idealizador do Brasil Game Show. Nesse espaço foram organizados diversos consoles que, por si só, são capazes de contar muito sobre a trajetória dos vídeo games na história, só não digo que dizem tudo por dois motivos, o primeiro é que os jogos eletrônicos surgiram antes dos consoles de mesa, e o segundo motivo é que faltavam alguns consoles de suma importância, coisa que de jeito nenhum pode ser classificada como um problema, uma vez que todo o acervo apresentado pertence a apenas uma pessoa, portanto algumas ausências são mesmo esperadas, sem contar que é preciso um olhar muito crítico para perceber isso.

Por outro lado, algo interessante acontecia nesse espaço. Muitos dos visitantes reconheciam na exposição consoles que fizeram parte de sua história e compartilhavam suas histórias com os amigos, comportamento esse que certamente foi previsto quando pensaram no espaço e que trouxe muitos boas lembranças aos mais velhos e, quem sabe, alguma curiosidade aos mais jovens. Mas o espaço não era composto apenas por consoles que os visitantes não podiam tocar, muitas máquinas de fliperama estavam disponíveis para o público jogar e esse espaço ficou a todo tempo cheio de pessoas que curtiam os jogos clássicos dos árcades. Em resumo, o espaço além de interessante se mostrou muito divertido.

Mas algo que já virou tradição na BGS é ver a disputa por atenção entre os estandes do Xbox e do PlayStation. Como já é de costume, os estandes ficaram lado a lado na feira, ambos fazendo muito barulho e trazendo o que há de melhor para as plataformas, vamos conferir.

O estande do Xbox trouxe como maior destaque o Sunset OverDrive, jogo de ação em mundo aberto recheado de humor. O jogo está sendo desenvolvido pela Insomniac Games, empresa responsável pela série Resistance, que é exclusiva dos consoles da Sony, mas dessa vez a exclusividade é do Xbox One que está recebendo esse jogo que se passa em um mundo pós apocalíptico onde inúmeras pessoas se tornaram monstros mutantes após tomarem um energético, por mera coincidência esse energético, o OverCharge, que é o responsável por esse problema, era dado a quem testasse três jogos no estande, além de poder concorrer ao sorteio de um Xbox One após jogar quatro vezes no estande.


Nesse ano a espera para testar os jogos no estande era tão longa quanto o ano passado, o que é uma ótima notícia. O número de visitantes subiu muito esse ano, mas o número de consoles para jogar também, portanto, mesmo com filas maiores o tempo de espera não foi excessivamente longo, as maiores esperas ficaram por conta do SunSet OverDrive, Forza Horizon 2 e Halo The Master Chief Collection, os demais jogos podiam ser jogados em cerca de vinte minutos de espera, o que, considerando o número de visitantes é muitíssimo baixo.



Já no estande do PlayStation o destaque ficou com o jogo The Order 1886, jogo de tiro em terceira pessoa que se desenrola em uma atmosfera sombria que traz alguns elementos de ficção científica. O jogo está sendo desenvolvi pelo estúdio Ready At Dawn, e se trata de um exclusivo do PS4, a história se passa em meio a Revolução Industrial, mas sobre o enredo ainda não há muitas informações, certamente para criar maiores expectativas, o que se sabe é que o protagonista do jogo, o inventor Nikola Tesla, criou as armas que são usadas no jogo, e de algum modo elas causam o problema que deve ser resolvido durante o gameplay.

Já o estande em si estava realmente cheio, é difícil analisar o motivo mas a princípio parece que as partidas ficaram longas demais, o The Order por exemplo, contava com uma demo livre, onde o jogador saía após completar o trecho disponível,e as gameplays variavam de 5 a 12 minutos, mas isso não seria um grande problema se não houvessem apenas quatro consoles com o jogo e, quem o jogasse ganhava uma camiseta do jogo, o resultado é que nesse jogo a espera passava de três horas e, em muitos momentos a fila teve de ser fechada pelos seguranças para não atrapalhar o fluxo de pessoas nas ruas da BGS. Enfim, deixando esse problema de lado pode-se dizer que a espera no estande era relativamente boa, na maioria dos jogos ficava em torno de uma hora enquanto os jogos de PS Vita ficavam em torno de vinte minutos.
Em Resumo, a Brasil Game Show desse ano cresceu de uma maneira organizada, coisa que não é fácil de se fazer, e a experiência do visitante é enriquecida com isso.

Se quiser var um pouco mais do que o evento apresentou esse ano pode conferir o nosso álbum de fotos da BGS.

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